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Li um texto com este título há uns anos e depois dele passei a analisar com mais critério o meu comportamento e o das pessoas nas mídias sociais. Sou apaixonada por Psicologia e por fazer terapia há anos, busco conhecimento nas sessões, na leitura de livros e de textos.

Sabemos que nem tudo que é publicado na internet, é real. Fakebook, Selfiegram, são algumas das nomenclaturas dadas e que, infelizmente, refletem muito no comportamento dos usuários.

As pessoas de um modo geral, têm receio de se expor, de mostrar suas fraquezas, seus medos e quando se tratam de perfis online, uma chuva de utopias são publicadas. Não acho que tem que lamentar, narrar suas lamúrias, mas não faz sentido transparecer algo que só existe no mundo virtual.

Selfies, fotos em festas, bebedeiras com amigos, declarações de amor, bens materiais, poses com frases marcantes, política, são alguns dos temas que em excesso precisam ser analisados por um profissional para identificar o que se quer esconder.

Comparar, sistematicamente, sua vida com as “vidas perfeitas” que se vê no Instagram e outras mídias sociais, pode ser um ingresso garantido para tratamentos contra ansiedade e depressão. Segundo o psicólogo, Rodrigo Guimarães, “frequentemente, estes comportamentos podem ser compreendidos funcionalmente como comportamentos de fuga e esquiva de sentimentos de fracasso, menos valia, solidão e outros sentimentos relacionados a baixa autoestima. Isso acontece, em geral, por uma dificuldade em aceitarmos que não existe vida sem algum tipo de dor e/ou sofrimento. Não há vida que prescinda de “traumas” ou de sentimentos difíceis de “digerir”. O fato de nos sentirmos tristes, de falharmos, de nos frustrarmos em determinados momentos de nossas vidas não significa que não somos felizes. Significa, apenas, que estamos vivendo. Logicamente que, se nos sentimos tristes, desanimados, ansiosos o tempo todo e não sentimos mais nada, algo deverá ser feito (isso também não deve acontecer). Mas tal condição difere muito de idealizarmos uma vida onde haja ausência de sofrimento”.

Ao mesmo tempo que existem pessoas que criam personagens, existem aquelas que são sinceras, que falam a sua verdade e, do outro lado estão os que criticam, julgam, invejam e expõe seus monstros destilando veneno e propagando o ódio, os já conhecidos haters. Há também aqueles que não publicam, não comentam, mas são exímios críticos da vida alheia, chatos que se incomodam com tudo o que vê.

Nesta pequena análise, entre postar, fazer comentários, criticar e dar likes, fica a reflexão da importância de analisar nossos comportamentos e tentar encontrar qual é o nosso ‘vazio’.

Todos temos um, ou pelo menos a grande maioria. Alguns mais rasos, outros mais profundos, alguns expostos nas mídias sociais, outros não. Eles nos acompanham e precisam ser encarados até mesmo para entender as necessidades e quais desafios enfrentar, para que assim seja possível preencher na vida real, com o que realmente nos falta.

Perguntas do tipo: quais são os meus valores?; o quê, de fato, é importante para mim?; que tipo de pessoa e relações eu quero ser e ter?; podem nos ajudar a nos guiar em direção a uma vida mais plena e, realmente, feliz.

 

Priscyla Caldas